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Paralisia de Bell (Paralisia facial periférica): O papel da Fisioterapia na Reabilitação.

Atualizado: 15 de nov.



A paralisia de Bell ou Paralisia Facial Periférica Idiopática decorre da lesão/inflamação do nervo facial ( VII par craniano), que  pode sofrer edema  e  compressão  ao  passar  pelo  canal  de  Falópio.  Essa  compressão resulta em isquemia e perda temporária da função nervosa, manifestando-se em uma ampla gama de sinais e sintomas como: interrupção  da  informação  motora  para  a musculatura facial, fraqueza súbita e temporária nos músculos de um lado do rosto, com incapacidade  de  fechar  um  olho, sorriso  assimétrico,  alteração  da  mímica  facial,  salivação  aumentada  e  dificuldade na  mastigação e deglutição.(Cawthorne, 1965; Sax & Rosenbaum, 2006) (Nakani, 2023)  


Nem sempre as causas são bem definidas. Acredita-se que a Paralisia de Bell seja causada por  fatores  como  infecções virais, inflamação autoimune, exposição ao frio, gravidez ou estresse. Este, em particular, tem sido estudado como um gatilho significativo, com evidências sugerindo que eventos  estressantes  podem  precipitar  a  reativação  do  vírus  (Savadi- Oskouei  et  al.,  2008; Shmorgun   et   al.,   2002).


É uma condição clínica que pode envolver impactos  psicológicos, limitação  social  e  distúrbios como ansiedade  e  depressão. Embora essa condição seja geralmente comum e benigna, pode comprometer, significativamente, a qualidade de vida do indivíduo, exigindo um enfoque cuidadoso e bem fundamentado  para  seu  diagnóstico  e  tratamento. 


A  maior parte das pessoas acometidas pela Paralisia de Bell costuma recuperar-se completamente em um tempo médio de 3 meses. No entanto, cerca de 15-30% pode enfrentar  sequelas  de  longo  prazo,  como  sincinesias  e  fraqueza  residual. Daí a necessidade  de  uma  abordagem  individualizada  e  de  um  manejo  proativo. (Gilden et al., 2004).


O tratamento medicamentoso costuma incluir o uso de corticosteroides já nas primeiras 72 horas, para reduzir a inflamação do nervo acometido e, em alguns casos, costuma-se prescrever também antivirais. Para a  proteção do olho  afetado, prescreve-se colírio e  oclusão  noturna, a fim de   prevenir o ressecamento  e  lesão da córnea. 


O tratamento com a  fisioterapia desempenha um papel importante  na  recuperação  da  função  muscular  e  na  prevenção  de  complicações,  como contraturas  faciais. (Kusabe et al., 2017) 


São realizadas técnicas como massoterapia relaxante e estimulante; estímulos sensoriais com diferentes texturas, cinesioterapia ativa, ativa-assistida e ativa-resistida; eletroestimulação funcional e educação do paciente.


Recentemente,  novas  abordagens terapêuticas  têm  sido  exploradas.  A  terapia  com toxina botulínica para aliviar a sincinesia tem mostrado resultados promissores em alguns

estudos,  sugerindo  que  intervenções  inovadoras  podem  melhorar  a  qualidade  de  vida  dos pacientes.  Além  disso,  a  pesquisa  sobre  fatores neuroprotetores  e  imunomoduladores  está  em  andamento,  com  o  objetivo  de  otimizar  o tratamento e melhorar os desfechos clínicos dos pacientes. (Kondo  et  al.,  2014;  Jeong  et  al.,  2021)


Essas  inovações  podem  abrir  novas  possibilidades  para pacientes que não respondem adequadamente ao tratamento convencional.



Ft. Cristiane Marques



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Referência bibliográfica: IDIOPATHIC PERIPHERAL FACIAL PARALYSIS OF BELL - Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação —REASE

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